Petróleo opera na linha da estabilidade aguardando posição da OPEP

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Os contratos futuros de petróleo operam perto da estabilidade, com todos os olhos voltados para a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) na próxima semana, que deve resultar em um acordo para conter a oferta da commodity. Com isso, as nações envolvidas esperam impulsionar os preços do barril.

Às 8h58min (de Brasília), o petróleo WTI para janeiro subia 0,17%, a US$ 48,04 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para janeiro avançava 0,12%, a US$ 49,01 o barril, na ICE, em Londres.

As manchetes envolvendo a Opep têm sido o fator dominante para movimentar os preços no mercado em boa parte deste ano. Os preços reagiram nas últimas semanas, antecipando que o cartel fechará um acordo para cortar a produção em sua reunião de 30 de novembro em Viena. Há, porém, ainda alguns pontos de conflito, por exemplo a possibilidade de cortes na oferta de Irã e Iraque.

“Com um fluxo constante de declarações de apoio, os países-membros elevaram as apostas e se colocam em uma posição onde é necessário entregar algo”, afirmou a consultoria JBC Energy em nota de pesquisa. Segundo ela, um acordo continua a ser algo complexo, devido a desafios para os países envolvidos e a questões geopolíticas.

Caso não saia acordo, a maioria dos analistas espera uma queda forte dos preços. “A consequência de não haver um acordo é bem conhecida por todos e ninguém pode bancá-la, nem mesmo os sauditas”, disse Stuart Ive, da OM Financial.

Segundo cálculos do Commerzbank, a Arábia Saudita precisa de um preço do barril a US$ 74, para interromper o declínio de suas reservas cambiais. “Muitos membros da Opep tentaram compensar a perda da receita com alta na produção, mas fazendo isso simplesmente aumentarão o excesso de oferta”, afirmou o banco em nota.

Os dados oficiais da quarta-feira mostraram que os estoques de petróleo dos EUA recuaram 1,3 milhão de barris na última semana, surpreendendo a expectativa de crescimento de 800 mil barris dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal.

Fonte: Estadão

Por Redação

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